Medicina Veterinária de Pequenos Animais
Universidade de Franca
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Publicações:

Prof. Dr. Andrigo Barboza De Nardi

LIVROS

DALECK, CR, DE NARDI, AB, RODASKI, S. Oncologia em Cães e Gatos. São Paulo: Editora Roca, 2009. 632 p.
http://www.editoraroca.com.br/Livro.aspx?l=649

RODASKI, S, DE NARDI, AB. Quimioterapia Antineoplásica em Cães e Gatos. 3° Reimpressão revisada. São Paulo: MedVet Livros, 2008. 310 p.
http://www.medvetlivros.com.br/Busca.aspx?Busca=quimioterapia

TRABALHOS CIENTÍFICOS

FURLANI, JM, DALECK, CR, VICENTI, FAM, DE NARDI, AB, PEREIRA, GT, SANTANA, AE, EURIDES, D, SILVA, LAF. Mastocitoma Canino: Estudo Retrospectivo. Ciência Animal Brasileira (UFG), v.9, p.242-250, 2008.
Resumo: Este estudo retrospectivo incluiu um total de 49 cães, 28 machos e 21 fêmeas, de diversas raças, entre dois e 17 anos de idade. A maioria dos cães acometidos era mestiça ou da raça Boxer e Teckel, com idade entre seis e nove anos. Onze animais apresentaram mastocitoma grau I, 10 grau II e nove grau III. Na maioria dos casos, empreitou-se apenas a intervenção cirúrgica ou esta associada à quimioterapia. Conclui-se que a intervenção cirúrgica isolada, utilizada em casos de prognóstico favorável, proporciona maior sobrevida. Cães das raças Teckel e Boxer apresentam sobrevida maior. Cães acometidos em múltiplas regiões do corpo apresentam menor sobrevida. A incidência dos graus histológicos do mastocitoma canino se dá de forma semelhante, porém tende a decrescer do grau I ao III. Mastocitomas de grau elevado estão associados à menor sobrevida. A citologia aspirativa permite o diagnóstico preciso do mastocitoma canino, porém a histopatologia faz-se imperativa para a determinação do grau histológico e delineamento adequado do tratamento. A quimioterapia incompleta ou a ausência de tratamento apresentam resultados pouco alentadores. Na maioria dos casos de mastocitoma, atendidos neste estudo, o tempo de sobrevida foi baixo.
http://revistas.ufg.br/index.php/vet/article/view/1060/3453

RODIGHERI, SM, DALECK, CR, CALAZANS, SG, FERNANDES, SC, DE NARDI, AB, CESAR, JRF, CASTRO, JHT. Neuropatia paraneoplásica associada ao mastocitoma canino. Ciência Rural, v. 38, p. 819-822, 2008.
Resumo: As síndromes paraneoplásicas compreendem um grupo diverso de alterações clínicas associadas a neoplasias e ocorrem em sítios distantes do tumor primário ou de suas metástases. As neuropatias paraneoplásicas são distúrbios raros em cães, mas representam morbidade significativa e servem como importantes indicadores diagnósticos e prognósticos. O presente trabalho relata a ocorrência de dois casos de neuropatia paraneoplásica em cães com mastocitoma, considerando a apresentação clínica, o diagnóstico e as formas de tratamento utilizadas.
http://www.scielo.br/pdf/cr/v38n3/a37v38n3.pdf

PIEKARZ, CH, BIONDO, AW, AMORIN, RL, RODASKI, S, BARROS FILHO, IR, DE NARDI, AB. Expressão das caderinas nos tumores mamários de cadelas. Archives of Veterinary Science, v. 13, p. 13-21, 2008.
Resumo: As neoplasias mamárias são as que mais acometem as cadelas. O desenvolvimento do câncer pode levar à ocorrência de metástases que podem ser detectadas por marcadores protéicos. Um destes marcadores é a E-caderina, um membro da família das caderinas conhecida por desempenhar um papel importante na regulação da adesão intercelular em tecidos epiteliais. Estudos apontam que as E-caderinas podem funcionar como moléculas supressoras de tumor e de invasão. A atividade das caderinas é regulada por múltiplos mecanismos, incluindo a interação com outras proteínas como as cateninas. Nesta revisão os autores abordam a família das caderinas, incluindo sua função, fisiopatologia e potencial uso como marcadores de diagnóstico e prognóstico nas neoplasias mamárias na cadela.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/viewFile/11533/8044

SILVEIRA, PR, DALECK, CR, EURIDES, D, SILVA, LAF, REPETTI, CSF, DE NARDI, AB. Estudo retrospectivo de osteossarcoma apendicular em cães. Ciência Animal Brasileira (UFG), v. 9, p. 487-495, 2008.
Resumo: O osteossarcoma (OSA) é o tumor ósseo primário mais observado em cães. Este estudo retrospectivo, realizado entre janeiro de 2001 a junho de 2004, incluiu um total de 50 cães com OSA apendicular, 28 fêmeas e 22 machos, de diversas raças, entre 1 e 16 anos. A maioria dos cães era da raça Rottweiler (16 cães), com idade entre 5 e 9 anos e peso entre 28 e 43kg. Trinta e sete animais apresentaram o tumor em membros torácicos, e as regiões distal de rádio, distal de rádio e ulna (32%) e proximal de úmero (28%) foram as mais acometidas. Para determinar o diagnóstico, empregou-se a citologia aspirativa com agulha fina (CAAF) associada à histopatologia (29 cães). Metástases no momento da consulta foram observadas apenas em dois animais. Conclui-se que cães de meia-idade e com peso superior a 30 kg são mais predispostos ao desenvolvimento desse tumor. Os membros torácicos são mais acometidos. Metástases pulmonares raramente são detectadas no momento da consulta. Animais sem tratamento apresentam tempo de evolução após a consulta e sobrevida mais curtas. A intervenção cirúrgica associada à quimioterapia proporciona maior tempo de sobrevida.
http://revistas.ufg.br/index.php/vet/article/viewFile/1241/3733

SOUSA, MG, CARARETO, R, DE NARDI, AB, BRITO, FLC, NUNES, N, CAMACHO, AA. Effects of isoflurane on Tei-index of myocardial performance in healthy dogs. Canadian Veterinary Journal, Ottawa, v. 48, p. 277-282, 2007.
Resumo: Recently, the Tei-index, a noninvasive index that combines systolic and diastolic time intervals, has been proposed to assess global cardiac performance. However, the effects of isoflurane on the Tei-index have not been characterized. This study aimed at studying the effects of 1.0 minimal alveolar concentration isoflurane anesthesia on the pre-ejection period (PEP), left ventricular ejection time (LVET), PEP/LVET ratio, isovolumic relaxation time (IVRT), stroke index (SI), cardiac index (CI), heart rate (HR), and the Tei-index in healthy unpremedicated dogs. We observed significant increases in PEP, PEP/LVET ratio, IVRT, and TEI, whose maximal increases obtained throughout the study were 47%, 48%, 78%, and 56%, respectively. The LVET and HR did not change significantly, whereas the SI and CI decreased during anesthesia (29% and 26%, respectively). In conclusion, isoflurane produced direct effects on the Tei-index. The changes in systolic and diastolic parameters were supportive of this finding and were consistent with an overall impairment of left ventricular function during anesthesia.
http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=1800963&blobtype=pdf

DALECK, CR , DE NARDI, AB, SILVA, MCV, EURIDES, D, SILVA, LAF. Neoplasias de língua em cinco cães. Ciência Rural, v. 37, p. 578-582, 2007.
Resumo: Este trabalho tem como objetivo relatar a ocorrência de cinco casos de neoplasias de língua em cães. Os sinais clínicos mais observados foram ptialismo, halitose e hiporexia. Após biópsia excisional para exame histopatológico, os resultados revelaram dois casos de melanoma, um caso de histiocitoma, um caso de fibrossarcoma e um caso de mastocitoma grau II, sendo que neste o proprietário não autorizou qualquer forma de tratamento. O tratamento para os demais foi a glossectomia parcial e, no caso de fibrossarcoma, associou-se a quimioterapia. Dois animais apresentaram deiscência de sutura no pós-operatório, não havendo necessidade da realização de nova intervenção. Em relação ao prognóstico, os pacientes com histiocitoma, fibrossarcoma e um com melanoma não apresentaram recidiva, nem metástase da doença 12 meses após a cirurgia. No outro caso de melanoma, o paciente apresentou metástase na pele e nos pulmões 30 dias após a ressecção cirúrgica.
http://www.scielo.br/pdf/cr/v37n2/a47v37n2.pdf

DALECK, CR , CANOLA, JC , STEFANES, SA , SCHOCKEN, PFL , DE NARDI, AB. Estudo retrospectivo de osteossarcoma primário dos ossos da pelve em cães em um período de 14 meses. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, São Paulo, v. 43, n. 1, p. 125-131, 2006.
Resumo: O osteossarcoma (OSA) é um dos tumores malignos mais comum em cães. Geralmente acomete cães de raça grande e gigante, com idade média de sete anos. Esta neoplasia envolve, freqüentemente, a metáfise de ossos longos, sendo indicado à amputação radical do membro, acrescido de quimioterapia com cisplatina. A terapêutica desta neoplasia com localização na pelve torna-se difícil e normalmente não aceita pelos proprietários. O presente trabalho relata a incidência de osteossarcoma primário em ossos da pelve em cães, durante um período de 14 meses. Dos oito animais atendidos com esta neoplasia, observou-se maior freqüência nos cães da raça Rottweiler e Pastor Alemão. Dentre os ossos que compõem a pelve do animal se observou maior incidência de OSA acometendo o ílio (6 casos). Claudicação, impotência funcional de membro pélvico e dor foram os principais sinais clínicos observados. Em sete casos encontrou-se estágio avançado de comprometimento ósseo na imagem radiográfica, evidenciado, principalmente, pela lise da cortical óssea. Todos os animais foram submetidos à eutanásia por não apresentarem possibilidade de tratamento cirúrgico (hemipelvectomia) com margem de segurança. Também se levou em consideração para esta decisão à condição clínica dos pacientes, as chances de conferir melhora naqualidade de vida dos cães e a opção dos proprietários frente ao prognóstico.
http://www.fumvet.com.br/novo/revista/43/n1/125-131.pdf

DE NARDI, AB, RODAKI, S, SOUSA, RS, BAUDI, DLK, CASTRO, JHT. Cicatrização secundária em feridas dermoepidérmicas tratadas com ácidos graxos essenciais, vitaminas A e E, lecitina de soja e iodo polivinilpirrolidona em cães. Archives of Veterinary Science, Curitiba, v. 9, n. 1, p. 1-16, 2004.
Resumo: Com o objetivo de avaliar os efeitos da solução contendo ácidos graxos essenciais, lecitina de soja e vitaminas A e E sobre a cicatrização secundária de feridas dermoepidérmicas, observou-se a evolução da reparação tecidual em nove cães machos, SRD, com idade variando entre três e cinco anos e peso de 12 kg em média. Para isto, em cada paciente foram produzidos dois defeitos de pele, medindo 6cm de altura (sentido dorsoventral) x 4cm de largura (sentido craniocaudal) em ambas as faces laterais do tórax e do abdome, sendo que nas lesões do lado esquerdo procedeu-se a avaliação física e mensuração diária, enquanto que nas feridas do lado direito, realizou-se biópsia incisional a cada dois dias. Nas lesões abdominais esquerdas, tratadas com ácidos graxos e curativos úmidos com solução fisiológica 0,9%, tanto macro como microscopicamente, observou-se inflamação aguda durante os três primeiros dias, sendo esta seguida pelos eventos de granulação, contração e reepitelização completa até o 25º dia. Nas feridas torácicas esquerdas, expostas ao iodo polivinilpirrolidona e curativos úmidos, constatou-se a predominância dos eventos inflamatórios agudos por sete dias, seguida dos fenômenos proliferativos, de contração e completa reepitelização até o 31º dia pós cirúrgico. A ausência de sinais compatíveis com toxicidade sistêmica e a mais rápida cicatrização das lesões tratadas com ácidos graxos, permitem a indicação desta solução para o tratamento de feridas abertas dermoepidérmicas, em cães.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/view/4040/3271

DE NARDI, AB, RODASKI, S, SOUSA, RS, COSTA, TA, MACEDO, TR, RODIGHERI, SM, RIOS, A, PIEKARZ, CH. Prevalência de neoplasias e modalidades de tratamentos em cães, atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná. Archives of Veterinary Science, Curitiba, v. 7, n. 2, p. 15-26, 2002.
Resumo: Tendo em vista a grande incidência das afecções oncológicas este trabalho realizou um estudo retrospectivo em 333 cães acometidos por neoplasias e atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná, Campus de Curitiba, no período de janeiro de 1998 e junho de 2002. Os animais tratados no decorrer destes anos foram catalogados e avaliados no que diz respeito ao diagnóstico, etiologia, tratamento e evolução dos tumores. As neoplasias mais freqüentes foram correlacionadas com o sexo, idade, raça e abordagem terapêutica. A alta prevalência de tumores nas fêmeas (232 casos) em relação aos machos foi correlacionada com o elevado número de neoplasias mamárias (152 casos), representando (45,64%) de todos os tumores pesquisados neste estudo. O segundo tumor mais diagnosticado foi o mastocitoma (11,7%), sendo que 46,15% destes comprometeram cães da raça Boxer. Na seqüência prevaleceram os tumores venéreos transmissíveis (3,3%), seguido dos linfossarcomas (3,3%). A forma principal de diagnóstico constou de citologia (81%) e histopatologia (93,7%). Quanto à terapêutica, 84,68% dos pacientes foram submetidos à cirurgia, 10,51% à cirurgia e quimioterapia e 4,8% foram tratados apenas com fármacos citostáticos. Como conclusão, o elevado número de cães acometidos pelas afecções oncóticas diagnosticadas demonstra a necessidade do médico veterinário dedicar-se intensivamente ao estudo da oncologia veterinária, pois o domínio desta especialidade tornou-se uma exigência do mercado de trabalho atual.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/viewFile/3977/3217

RODASKI, S, CUNHA, O, DE NARDI, AB, RIOS, A, COMAR, FA, CASTRO, JHT. Artroplastia acetábulo-femoral em cães com pericárdio bovino conservado em glicerina 98%. Archives of Veterinary Science, Curitiba, v. 7, n. 2, p. 179-187, 2002.
Resumo: A articulação acetábulo-femoral é a mais acometida pela luxação traumática em cães e gatos, representando 50% de todas as luxações. Apesar da literatura médica veterinária descrever inúmeras técnicas para a redução da luxação, são freqüentes as recidivas pós-operatórias e as complicações como fibrose restritiva pós-ostectomia do colo femoral. Considerando-se o elevado número de cães com luxações acetábulo-femorais e as complicações pós-cirúrgicas em potencial, este experimento visa estabilizar a articulação acetábulo-femoral com a utilização de membrana biológica. Na primeira etapa do experimento, 10 cães sem raça definida, com peso médio de 10 kg foram submetidos à artrotomia e ressecção do ligamento redondo, iatrogenizando-se assim a luxação acetábulofemoral direita. Quinze dias após procedeu-se a artroplastia, reconstituindo-se o ligamento redondo com um segmento de pericárdio bovino conservado em glicerina 98%. Para estabilizar a articulação foram feitos dois orifícios, na posição de 10 e 1 horas, comunicando a epífise, colo e cabeça femorais ao acetábulo. Na seqüência dois segmentos de pericárdio medindo 10cm de comprimento por 1cm de largura foram inseridos nos trajetos, sendo que suas extremidades foram fixadas às fáscias musculares e periósteo através de suturas interrompidas simples com fio de polipropileno n º 2-0. No período pós-operatório além da dministração de analgésicos, antibióticos e dos cuidados com a ferida cirúrgica, o membro pélvico direito foi imobilizado com bandagem de Ehmer durante 14 dias. Após a remoção da bandagem constatou-se atrofia por desuso temporária, pois o paciente deambulava normalmente após 2 semanas de fisioterapia. Nos exames radiográficos realizados nos 15º e 45º dias não observou-se luxação acetábulo-femoral, podendo-se concluir que a artroplastia com membrana biológica é uma técnica que pode ser indicada para reduzir luxação acetábulo-femoral, em cães.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/viewFile/3998/3238

SOUSA, J, SAITO, V, DE NARDI, AB, RODASKI, S, GUÉRIOS, SD, BACILA, M. Características e incidência do Tumor Venéreo Transmissível em cães e eficiência da quimioterapia e outros tratamentos. Archives of Veterinary Science, Curitiba, v. 5, n. 1, p. 41-48, 2000.
Resumo: Com o objetivo de estabelecerem-se parâmetros segundo a predisposição racial, etária, sexual, localização da incidência do TVT em cães, além das modalidades de diagnóstico e tratamento, foi realizado um estudo estatístico em 52 clínicas de Curitiba e Região Metropolitana, em 1998. Constatou-se que o TVT é principalmente encontrado em animais do sexo feminino que permanecem abandonados nas ruas ou ainda aqueles que freqüentemente atingem as vias públicas. Também concluiu-se que a história e o exame físico dos pacientes, freqüentemente, constituíram-se meios de diagnóstico para o TVT em cães. Entre as modalidades de tratamento, observou-se que a cirurgia foi empregada somente nos casos que exigiam citorredução neoplásica prévia à terapia com agentes anticancerígenos. O sulfato de vincristina na dose de 0,5 a 1,0 mg/m2 , administrado semanalmente via endovenosa, durante 6 semanas consecutivas, constituiu-se em opção eficaz no controle do TVT, pois não se observou colateralidade, recidivas e/ou metástases nos cães tratados nesse período.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/viewFile/3884/3124

RODASKI, S, GUÉRIOS, SD, KOPPE, AB, SINCERO, PC, TRANQUILIM, MV, PERRONI, MA, DE NARDI, AB. Mioplastia experimental do esfíncter anal externo com fascia lata autóloga, em cães. Archives of Veterinary Science, Curitiba, v. 5, n. 1, p. 49-54, 2000.
Resumo: A incontinência fecal em cães e gatos é uma situação na qual o proprietário tem dificuldades para resolver as conseqüências advindas desta lesão, e geralmente os pacientes são submetidos à eutanásia. Algumas técnicas cirúrgicas empregadas na esfincteroplastia são passíveis de complicações como estenose anal ou incontinência fecal. Este experimento teve como objetivo reconstituir o músculo esfíncter anal externo em cães, após iatrogenização da incontinência fecal. Foram utilizados 10 cães hígidos, machos, sem raça definida, com peso variando entre 9 a14 kg. Após incisão de pele circundando a abertura anal, procedeu-se a miectomia bilateral de esfíncter anal externo, iatrogenizando-se a incontinência fecal, a qual foi diagnosticada por meio de avaliação física diária. Trinta dias após, os pacientes foram novamente preparados para cirurgia asséptica e submetidos à esfincteroplastia anal externa com o uso de Fascia lata autológa medindo 8 cm de comprimento e 0,5 cm de largura, em média. Os dez cães incontinentes, em decorrência da miectomia do esfíncter anal externo, apresentaram controle da emissão de fezes em 10 dias após a realização da esfincteroplastia e mantiveram-se assim durante os dois meses de observação póscirúrgica. Dessa maneira concluiu-se que a mioplastia do esfíncter anal externo com Fascia lata autóloga, representa um procedimento eficaz de simples e rápida aplicação, podendo ser utilizado rotineiramente para restabelecer a continência fecal em cães.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/viewFile/3885/3125

RODASKI, S, GUÉRIOS, SD, PERRONI, MA, DE NARDI, AB, SILVA, CAM. Esfincteroplastia anal externa experimental com membrana de peritônio bovino preservada em glicerina a 98%, em cães. Archives of Veterinary Science, Curitiba, v. 5, p. 55-60, 2000.
Resumo: A incontinência fecal em cães pode ser neurogênica ou conseqüente às miopatias da região perineal, principalmente em relação ao esfíncter anal externo. Nas extensas ressecções como nos casos de neoplasias perineais, pode haver comprometimento do esfíncter anal externo e inabilidade para retenção de fezes. Tendo em vista a dificuldade dos proprietários conviverem com animais incontinentes, este experimento tem como objetivo restabelecer a função do músculo esfíncter anal externo com enxerto de membrana biológica conservada em glicerina 98%. Trinta dias após iatrogenização de incontinência através da miectomia bilateral do esfíncter anal externo, procedeu-se a esfincteroplastia. Para isso foram realizadas duas incisões de 2 cm, laterais a abertura anal, e através dessas foram feitos dois túneis no tecido subcutâneo, um dorsal e outro ventral, com o auxílio de pinça hemostática curva de Halstead. Após a tunilização, inseriu-se um segmento de peritônio bovino medindo em média 6 cm de comprimento e 0,5 cm de largura. As extremidades da membrana foram unidas através de duas suturas interrompidas simples, e após isto, fixou-se o peritônio ao músculo coccígeo com três suturas interrompidas simples e fio polipropileno no. 3-0. Na seqüência, procedeu-se a sutura contínua simples do tecido subcutâneo com fio categute simples no. 3-0 e aproximou-se as bordas da pele através de suturas interrompidas simples com fio mononáilon no. 3-0. Os dez cães, machos, sem raça definida, com peso variando entre 8 e 12 kg apresentaram controle da emissão de fezes em 10 dias, após a realização da esfincteroplastia, e permaneceram continentes durante os dois meses de observação pós-operatória.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/viewFile/3886/3126

WEISS, RR, RODASKI, S, LANGE, R, GUÉRIOS, SD, BARREIROS NETO, LJ, PASSERINO, AS, PERRONI, MA, DE NARDI, AB. Ovariectomia bilateral em anta (Tapirus Terrestris) para tratamento de hiperplasia e prolapso vaginal - Relato de caso. Archives of Veterinary Science, Curitiba, v. 5, n. 1, p. 61-65, 2000.
Resumo: Este relato tem como objetivo descrever o caso de uma fêmea de anta (Tapirus terrestris), que apresentou episódios de prolapso vaginal, durante 10 ciclos estrais. Tendo em vista que os prolapsos ocorreram em períodos compatíveis com o estro, optou-se pelo tratamento através da ovariectomia bilateral. A laparotomia paralombar esquerda viabilizou acesso adequado para as ovariectomias. O ovário esquerdo foi removido através da técnica de pediculação, enquanto que a exérese do ovário direito foi realizada com auxílio do ovariótomo de Reisinger. Nas avaliações físicas realizadas durante os doze meses após o procedimento cirúrgico, não se verificou recidiva de hiperplasia e prolapso vaginal.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/veterinary/article/viewFile/3887/3127

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