Medicina Veterinária de Pequenos Animais
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Profa. Dra. Celina Tie Nishimori Duque

TRABALHOS CIENTÍFICOS

LOPES, PCF, NUNES, N, PAULA, DP, NISHIMORI, CTD, GUERRERO, PNH, CONCEIÇÃO, EDV. Bispectral index in dogs at three intravenous infusion rates of propofol. Veterinary Anaesthesia and Analgesia, v.35, p.228-231, 2008.
Abstract: Objective: To establish the correlation between the bispectral index (BIS) and different rates of infusion of propofol in dogs. Study design: Prospective experimental trial. Animals: Eight adult dogs weighing 6–20 kg. Methods Eight animals underwent three treatments at intervals of 20 days. Propofol was used for induction of anesthesia (10 mg kg-1 IV), followed by a continuous rate infusion (CRI) at 0.2 mg kg-1 minute-1 (P2), 0.4 mg kg-1 minute-1 (P4) or 0.8 mg kg-1 minute-1 (P8) for 55 minutes. The BIS values were measured at 10, 20, 30, 40, and 50 minutes (T10, T20, T30, T40, and T50, respectively) after the CRI of propofol was started. Numeric data were submitted to analysis of variance followed by Tukey test (p < 0.05). Results: The BIS differed significantly among groups at T40, when P8 was lower than P2 and P4. At T50, P8 was lower than P2. The electromyographic activity (EMG) in P2 and P4 was higher than P8 at T40 and T50. Conclusions: An increase in propofol infusion rates decreases the BIS values and EMG.
http://www3.interscience.wiley.com/journal/119421081/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0

NISHIMORI, CTD, NUNES, N, PAULA, DP, CARARETO, R, LOPES, PCF, CONCEIÇÃO, EDV, SANTOS, PSP, BARBOSA, VF. Índice biespectral em cães anestesiados com infusões crescentes e decrescentes de propofol, associado ou não ao óxido nitroso. Ars Veterinária, v.23, p.8-18, 2007.
Resumo: Avaliou-se o índice biespectral (BIS) em cães anestesiados com infusão contínua de propofol em doses crescentes ou decrescentes associados ou não ao óxido nitroso (N2O). Foram utilizados 32 cães adultos, distribuídos em quatro grupos de igual número denominados GPDO (grupo propofol decrescente + N2O), GPD (grupo propofol decrescente), GPCO (grupo propofol crescente + N2O) e GPC (grupo propofol crescente). A anestesia geral foi induzida com propofol (10 mg/kg) e após intubados, os cães do GPDO receberam 70% de N2O e 30% de O2. Iniciou-se a infusão contínua de propofol a 0,8 mg/kg/min. Após 50 minutos, a dose foi reduzida para 0,6 mg/kg/min e, após 50 minutos, para 0,4 mg/kg/min. O mesmo protocolo experimental foi adotado em GPD, substituindo-se apenas o fluxo diluente por 100% O2. Nos GPCO e GPC, iniciou-se a infusão de propofol a 0,4 mg/kg/min, seguindo o mesmo protocolo, porém, de maneira inversa. O fluxo diluente no GPCO foi de 70% N2O e 30% O2, enquanto os animais do GPC receberam O2 a 100%. Avaliaram-se BIS, eletromiografia (EMG), qualidade de sinal (QS), a freqüência cardíaca (FC), pressão arterial média (PAM), saturação de oxihemoglobina (SpO2), índice cardíaco (IC) e temperatura corpórea (TC). Empregou-se a análise de variância de uma via seguida pelo teste de Tukey (p<0,05) para detectar diferenças entre os grupos. Para comparação dos momentos ao longo do tempo utilizou-se a análise de variância de uma via para medições repetidas seguida pelo teste de Tukey (p<0,05). Concluiu-se que a administração de propofol em doses crescentes ou decrescentes associados ou não ao óxido nitroso reduz o índice biespectral, além promover depressão cardiovascular, ambos de maneira dependente da dose.

NISHIMORI, CTD, PAULA, DP, MORAES, PC, CONCEIÇÃO, EDV, CARARETO, R, NUNES, N, FREITAS, PMC. Alterações hemodinâmicas e intracranianas em cães com hemorragia aguda, anestesiados com isofluorano. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.58, p.1048-1056, 2006.
Resumo: Estudaram-se possíveis alterações hemodinâmicas e intracranianas em cães submetidos à hemorragia aguda e anestesiados pelo isofluorano. Verificou-se também a influência do anestésico no mecanismo de auto-regulação cerebral. Utilizaram-se 20 cães adultos que foram induzidos à anestesia geral com isofluorano por máscara naso-oral a 3,5 V% (volume %). Após a intubação orotraqueal, reajustou-se o vaporizador para 2,1 V%. Induziu-se a hipovolemia retirando-se volume total de 35 ml/kg de sangue. Avaliaram-se pressão intracraniana (PIC), temperaturas intracraniana (TIC) e corpórea (T), pressão de perfusão cerebral (PPC), pressões arteriais sistólica (PAS), diastólica (PAD) e média (PAM), freqüências cardíaca (FC) e respiratória (FR), índices cardíaco (IC) e sistólico (IS), pressão venosa central (PVC), pressão da artéria pulmonar (PAP), concentração de dióxido de carbono ao final da expiração (ETCO2) e saturação de oxihemoglobina (SpO2). Imediatamente após a hipovolemia, houve redução significativa da PIC, PPC, PAS, PAD, PAM, IC, IS e PAP. Após 10 minutos, houve aumento gradativo das médias até o final do período experimental. Concluiu-se que a hemorragia aguda promoveu redução das variáveis hemodinâmicas, sendo possível verificar a ativação de mecanismos compensatórios. Além disso, houve redução da perfusão sangüínea e ativação do mecanismo de auto-regulação cerebral, conseqüentes à hipovolemia associada à anestesia com isofluorano.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-09352008000300014&script=sci_arttext

SOUZA, AP, GUERRERO, PNH, NISHIMORI, CTD, PAULA, DP, SANTOS, PSP, REZENDE, ML, NUNES, N. Cardiopulmonary and acid-base effects of desflurane and sevoflurane in spontaneously breathing cats. Journal of Feline Medicine and Surgery, v.7, p.95-100, 2005.
Abstract: The cardiopulmonary effects of desflurane and sevoflurane anesthesia in cats breathing spontaneously were compared. Heart (HR) and respiratory (RR) rates, systolic (SAP), diastolic (DAP) and mean (MAP) arterial pressures, end tidal CO2 (ETCO2), arterial blood pH (pH), arterial partial pressures of O2 (PaO2) and CO2 (PaCO2), base deficit (BD), arterial oxygen saturation (SaO2), bicarbonate ion concentration (HCO3) and total CO2 (TCO2) were measured. Anesthesia was induced with propofol (8 ± 2.3 mg/kg IV) and maintained with desflurane (GD) or sevoflurane (GS), both at 1.3 MAC. Data were analyzed by analysis of variance (ANOVA), followed by the Tukey test (p<0.05). Both anesthetics showed similar effects. HR and RR initially decreased with anesthesia while ETCO2 increased. Both anesthetics caused acidimia and hypercapnia, but BD stayed within normal limits. Therefore, despite maintaining the cardiovascular parameters stable, either desflurane and sevoflurane cause acute respiratory acidosis in cats breathing spontaneously.
http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6WJC-4F6F66V-2&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=696b82eaf4fa287fadf63781bf13a711

NUNES, N, NISHIMORI, CTD, SOUZA, AP, SANTOS, PSP, PAULA, DP, REZENDE, ML, LEITE, AV. Efeitos do óxido nitroso sobre parâmetros cardiovasculares e respiratórios em cães anestesiados com diferentes doses de desflurano. Revista Brasileira de Ciência Veterinária, v.12, p.72-76, 2005.
Resumo: Estudaram-se possíveis alterações cardivasculares e respiratórias provocadas pelo desfluorano associado ou não ao N2O. Para tal, utilizaram-se 30 cães adultos, machos ou fêmeas, sem raça definida e hígidos, distribuídos em dois grupos de igual número denominados GD e GDN. Os animais do GD receberam propofol para a indução anestésica e imediatamente após, 11,5 V% de desfluorano diluído em 100% de O2. Decorridos 30 minutos do início da administração do anestésico volátil, o balão reservatório foi esvaziado, reduziu-se a concentração em 1,44 V% e o circuito anestésico foi saturado com a nova mistura. Repetiu-se o protocolo em intervalos de 15 minutos, até atingir a concentração anestésica equivalente a 8,64 V%. O GDN foi submetido ao mesmo protocolo, porém, substituiu-se o fluxo diluente por 30% de N2O. Foram mensuradas as freqüências cardíaca (FC) e respiratória (f), pressões arteriais sistólica (PAS), diastólica (PAD) e média (PAM), pressão parcial de dióxido de carbono ao final da expiração (ETCO2) e saturação de oxi-hemoglobina (SpO2). As mensurações foram realizadas antes da indução anestésica (M0), aos 30 (M30), 45 (M45) e 60 (M60) minutos de anestesia. Observou-se aumento da FC com discreta redução da PA e diminuição da FR com conseqüente aumento da ETCO2, coincidindo com a maior dose de desfluorano administrada. Concluiu-se que maiores concentrações do desfluorano induzem alterações discretas nas variáveis testadas e que a adição de N2O na mistura diluente não determina interferências significativas nos achados.
http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=435910&indexSearch=ID

CONCEIÇÃO, EDV, NISHIMORI, CTD, MORAES, PC, PAULA, DP, CARARETO, R, FREITAS, PMC, NUNES, N. Parâmetros eletrocardiográficos e cardiovasculares em cães anestesiados pelo isofluorano e submetidos à hipovolemia aguda. Ciência Rural, v.35, p.1351 - 1356, 2005.
Resumo: Avaliaram-se os efeitos da hipovolemia aguda em cães anestesiados pelo isofluorano sobre a eletrocardiografia com a duração e amplitude da onda P (Pms e PmV, respectivamente), intervalo entre as ondas P e R (P-R), duração do complexo QRS (QRS), amplitude da onda R (RmV), intervalo entre as ondas Q e T (Q-T) e intervalo entre as duas ondas (R-R), freqüência cardíaca (FC), índice cardíaco (IC), índice sistólico (IS) e pressões arteriais sistólica (PAS), diastólica (PAD) e média (PAM). Verificou-se também a possível influência do anestésico sobre a resposta compensatória à hipovolemia aguda. Para tal, foram utilizados 20 cães hígidos, sem raça definida, adultos, machos e fêmeas. Induziu-se a anestesia geral com isofluorano por meio de máscara naso-oral a 2,5 CAM e, após a intubação orotraqueal, o vaporizador foi ajustado em 1,5 CAM. Induziu-se a hipovolemia nos animais retirando-se volume total de 35 ml.kg-1 de sangue. As mensurações foram realizadas antes da hipovolemia (M0), imediatamente após a retirada do volume total de sangue calculado (M1), e aos dez (M2), trinta (M3) e sessenta (M4) minutos. A avaliação estatística das variáveis foi efetuada por meio de Análise de Variância (ANOVA), seguida pelo teste de Tukey, considerando nível de significância de 5% (p<0,05). Houve redução do tempo de condução elétrica átrio-ventricular, aumento da impedância da musculatura ventricular, redução da freqüência cardíaca, dos índices cardíaco e sistólico, porém sem alteração na despolarização ventricular, sendo que o isofluorano não influenciou no desencadeamento da resposta compensatória à hipovolemia aguda.
http://www.scielo.br/pdf/cr/v35n6/a19v35n6.pdf

NISHIMORI, CTD, NUNES, N, LEITE, AV, PAULA, DP, REZENDE, ML, SOUZA, AP, SANTOS, PSP. Propofol ou sevofluorano sobre variáveis hemodinâmicas em cães submetidos à administração subaracnóidea de iohexol. Ciência Rural, v.35, p.1345-1350, 2005.
Resumo: Avaliaram-se os efeitos do propofol ou sevofluorano sobre variáveis hemodinâmicas, em cães submetidos à mielografia. Para tanto, utilizaram-se trinta animais distribuídos em dois grupos de igual número, denominados GP e GS. Os animais do GP receberam propofol (10mg kg-1) por via intravenosa para intubação orotraqueal, e, imediatamente após, administrou-se continuamente, por meio de bomba de infusão, propofol (0,55 ± 0,15mg kg-1 min-1). Decorridos 30 minutos, foi colhido liquor na cisterna magna e o meio de contraste iohexol foi injetado. No GS empregou-se a mesma metodologia adotada para o GP, utilizando indução anestésica pela administração de sevofluorano a 2,5 CAM, com o uso de máscara naso-oral vedada e manutenção com 1,5 CAM. As variáveis estudadas foram freqüência cardíaca (FC), pressões arteriais sistólica, diastólica e média (PAS, PAD e PAM, respectivamente), débito cardíaco (DC), volume sistólico (VS), pressão venosa central (PVC), freqüência respiratória (f), pressão parcial de dióxido de carbono ao final da expiração (ETCO2) e saturação de oxihemoglobina (SpO2). As mensurações das variáveis foram realizadas imediatamente após a colheita do liquor (M1), logo após a aplicação de iohexol (M2), seguida das demais em intervalos de 10 minutos, durante uma hora. Utilizaram-se a Análise de Variância (ANOVA) seguida pelo teste F como métodos estatísticos, considerando p<0,05. Houve redução da pressão arterial em ambos os grupos, sendo menos intensa no grupo que recebeu propofol. No GS, observou-se redução da FC e aumento do DC e do VS. Referente à ETCO2 as médias do GP foram superiores às do GS. Os resultados obtidos permitiram concluir que tanto o propofol como o sevofluorano não promovem alterações hemodinâmicas que comprometam a técnica de mielografia.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-84782005000600018&script=sci_abstract&tlng=e

FERRO, PC, NUNES, N, PAULA, DP, NISHIMORI, CTD, CONCEIÇÃO, EDV, GUERRERO, PNH, ARRUDA, LM. Variáveis fisiológicas em cães submetidos a infusão contínua de diferentes doses de propofol. Ciência Rural, v.35, p.1103-1108, 2005.
Resumo: A fim de determinar possíveis alterações nos principais parâmetros fisiológicos determinados pela infusão contínua de propofol, em diferentes doses, foram utilizados 24 cães adultos distribuídos aleatoriamente em 3 grupos (P2, P4 e P8). Os animais foram induzidos à anestesia pela administração intravenosa de propofol (10mg/kg) e, ato contínuo, os cães receberam o anestésico, em infusão contínua nas doses de 0,2mg/kg/min (P2), 0,4mg/kg/min (P4) e 0,8mg/kg/min (P8). As mensurações dos valores das variáveis cardiorrespiratórias [freqüência cardíaca (FC), pressões arteriais sistólica, diastólica e média (PAS, PAD e PAM, respectivamente), eletrocardiografia e freqüência respiratória (f)] e temperatura retal (T) foram realizadas antes da aplicação do fármaco (M0) e após 10, 20, 30, 40 e 50 minutos do início da infusão contínua. Os dados numéricos das variáveis estudadas foram submetidos à Análise de Variância (ANOVA) seguida pelo Teste F (p<0,05). Para FC, observaram-se diferenças entre os grupos no M20 (P2: 91 ± 14,92, P4: 113 ± 17,18, P8: 120 ± 14,84), M30 (P2: 89 ± 13,79, P4: 110 ± 14,3, P8: 114 ± 10,89) e em M40 (P2: 88 ± 17,3, P4: 103 ± 16, P8: 109 ± 8,2), que podem ser justificadas por P2 apresentar menor redução da PAM, não havendo a necessidade de aumento da FC para estabilizar o débito cardíaco e conseqüentemente para manter a PA. A PAS registrou redução de 26,9% para P2, 23,6% para P4 e 30,6% para P8. Para PAD foram observados decréscimos de 36,2% para P2, 38,1 para P4 e 52,7% para P8, enquanto para PAM a diminuição foi de 32% para P2, 26,3% para P4 e 38,4% para P8. Essas reduções poderiam ser ocasionadas pela diminuição da resistência periférica vascular. Concluiu-se que as reduções ocorridas na PAS, PAD, PAM e f são dependentes da dose de infusão do fármaco, que também proporcionou discreta redução na temperatura retal nos três grupos.
http://www.scielo.br/pdf/cr/v35n5/a18v35n5.pdf

NISHIMORI, CTD, NUNES, N. Uso de gases anestésicos em Medicina Veterinária. Veterinária Notícias, v.10, p.109-119, 2004.
Resumo: Com este trabalho, os autores procuraram fornecer informações sobre gases anestésicos, entre os quais se incluem o etileno, ciclopropano, óxido nitroso e xenônio. São tecidas as considerações relativas os efeitos destes agentes sobre os vários sistemas orgânicos, bem como sua correlação com fármacos anestésicos voláteis. Complementarmente, procuraram-se atualizar com literatura recente os conhecimentos dos profissionais que militam na Anestesiologia, sem perder de vista os importantes aspectos históricos de agentes atualmente pouco empregados.

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