


TRABALHOS CIENTÍFICOS
PIGATTO, J, BRUN, MV, BARCELLOS, LJG, RAUSCH, SF, PHOL, VH, FERANTI, JPS, GUEDES, RL. Produção de pneumotórax em cães e manejo por toracoscopia paraxifóide transdiafragmática. Ciência Rural, v.38, n.8, p.2210-2217, 2008.
Resumo: O presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a técnica de toracoscopia paraxifóide transdiafragmática no diagnóstico e no tratamento do pneumotórax produzido experimentalmente em cães. Para tanto, foram utilizados 11 cães que foram submetidos à produção de pneumotórax grave a partir da aplicação de 10mLkg-1 de ar em cada hemitórax até apresentarem descompensação hemodinâmica. Concomitantemente, foram aferidas a correlação entre a pressão venosa central (PVC) e o volume de ar introduzido (mL kg-1), bem como FC, FR, TPC, SpO2 e coloração das mucosas. O pneumotórax foi tratado pela aplicação de dreno torácico por meio de um trocarte inserido no lado direito (seis animais) ou esquerdo (cinco animais) do apêndice xifóide por meio do diafragma. A introdução em volume igual ou superior a 50ml kg-1hemitórax-1 de ar causou descompensação cardiorrespiratória e elevação da PVC acima de 10cm H2O em todos os pacientes. A técnica proposta permitiu apropriado exame da cavidade torácica e aplicação do dreno com efetiva drenagem, sem a ocorrência de complicações trans e pós-operatórias, condição confirmada pela toracoscopia intercostal aos 15 dias de pós-operatório. Conclui-se que o modelo de produção do pneumotórax e a técnica de colocação de dreno proposta para o manejo dessa doença são adequados para cães.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782008000800019&lng=pt&nrm=iso
BASSO, PC, RAISER, AG, SCHMIDT, C, BRUN, MV, SOUZA, TM, TRINDADE, AB, MULLER, DCM. Dermatomicose e ceratite micótica causada por Exophiala sp em um cão. Ciência Rural, v.38, n.7, p.2063-2067, 2008.
Resumo: Neste trabalho, descreve-se o diagnóstico e a conduta terapêutica aplicada em caso de dermatomicose e ceratite micótica causada por Exophiala sp em um cão com um ano e seis meses de idade. Os sinais clínicos incluíam alopecia, crostas, despigmentação e ulceração do plano nasal e focinho, e ceratite superficial bilateral no canto lateral dos olhos. Na cultura fúngica foi isolado Exophiala sp e o exame histopatológico da biopsia cutânea revelou dermatite nodular superficial e profunda granulomatosa. O tratamento com itraconazol sistêmico promoveu remissão dos sinais clínicos. Conclui-se que a realização de cultura fúngica e biópsia de pele são exames complementares eficazes no diagnóstico de dermatomicoses e que o emprego de itraconazol sistêmico pode ser efetivo no tratamento de dermatite fúngica e ceratite micótica causado por Exophiala sp em cão.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782008000700044&lng=pt&nrm=iso
BASSO, PC, BARCELLOS, HHA, BRUN, MV, RODRIGUES, LB, BORTOLINI, CE, MELATTI, L, SCALCO NETO, JF, BASTIANI, PV, VALLE, SF, SANTOS, LR. Lavado traqueobrônquico auxiliado por endoscópio rígido ou por tubo endotraqueal em cães. Ciência Rural, v.38, n.3, p.723-728, 2008.
Resumo: Com o objetivo de se avaliarem os resultados do uso de endoscopia rígida e da técnica por tubo endotraqueal de colheita de líquido traqueobrônquico, foram utilizados 28 cães, errantes ou domiciliados, distribuídos em dois grupos. Nos cães do grupo 1, aplicou-se a técnica de lavado traqueobrônquico em 14 cães, sendo sete sadios e sete com sinais clínicos respiratórios. Nos do grupo 2, utilizou-se a mesma técnica, entretanto com endoscopia rígida, em sete cães sadios e em sete cães com sinais clínicos de doença respiratória. Os dados evidenciaram que o procedimento utilizando-se endoscópio rígido resultou em menor volume de solução infundida e em maior porcentagem de solução recuperada. Não houve diferença significativa quanto ao tempo de duração da execução da técnica. A contagem bacteriana foi mais alta nas amostras coletadas por endoscópio rígido, porém não houve diferença significativa na contagem de células nucleadas totais. Portanto, o uso da endoscopia rígida para colheita de líquido traqueobrônquico mostrou-se mais vantajosa do que a técnica convencional utilizando-se o tubo endotraqueal, pois fornece imagens das vias aéreas e permite acompanhamento visual da lavagem.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782008000300020&lng=pt&nrm=iso
BRUN, MV, OLIVEIRA, ST, MESSINAI, SA, STEDILE, R, OLIVEIRA, RP. Laparoscopic cystotomy for urolith removal in dogs: three case reports. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., Feb 2008, vol.60, no.1, p.103-108. ISSN 0102- 0935.
Resumo : The use of laparoscopic surgery for the removal of cystic calculi in three dogs was reported. Three trocars were used, one in the ventral midline (10mm) and the others in the right (10mm) and left (5mm) flanks. The calculi were removed and the bladder was sutured with intracorporeal technique in two layers, a simple continuous pattern and interrupted or continuous Lembert pattern. No postoperative complications were observed. One patient had a recurrence of urolithiasis, attributed to inadequate conservative treatment and to the lack of an appropriate diet. It was submitted to another similar videolaparoscopic cystotomy without complication. The proposed technique is appropriate and an alternative to conventional cystotomy for treatment of canine vesical urolithiasis.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352008000100015&lng=pt&nrm=iso
BASSO, PC, BRUN, MV, SCHMIDT, C, BARCELLOS, HHA, GRAÇA, DL. Cirurgia laparoscópica no diagnóstico de gastrite crônica atrófica seguida de tratamento clínico em cadela: relato de caso. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., Out 2007, vol.59, no.5, p.1205-1210. ISSN 0102-0935.
Resumo : Descrevem-se o diagnóstico e o tratamento de um caso de gastrite atrófica crônica, em uma cadela sem raça definida, de dois anos de idade. A paciente apresentava como principal sintomatologia vômito crônico. O hemograma, a urinálise e as avaliações bioquímicas séricas não revelaram alterações significativas. Os exames radiológicos e ultra-sonográficos abdominais também não foram sugestivos de alterações. Realizaram-se inspeção da cavidade peritoneal, gastrotomia, gastroscopia, gastrectomia para biopsia e gastrorrafia intracorpórea videolaparoscópicas. Constatou-se ausência de rugosidades estomacais. Ao exame histológico, observou-se atrofia das células principais e parietais da mucosa gástrica. O quadro clínico permitiu o diagnóstico de gastrite crônica atrófica. O animal foi medicado com terapia imunossupressora e apresentou remissão completa dos sinais clínicos.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352007000500016&lng=pt&nrm=iso
BRUN, MV, GUIMARÃES, LD, BARCELLOS, HHA, PEREIRA, RA, GUIZZO JÚNIOR, N. Comparação entre a colopexia laparoscópica com pericárdio bovino conservado em glicerina em cães com a técnica incisional por celiotomia. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., Out 2007, vol.59, no.5, p.1211-1218. ISSN 0102-0935.
Resumo : Procurou-se verificar a viabilidade da colopexia laparoscópica com o emprego de pericárdio bovino conservado em glicerina e testar seus resultados em relação ao procedimento incisional por celiotomia em 20 cães, separados em dois grupos com igual número de animais. A técnica laparoscópica envolveu a realização de duas incisões paralelas no músculo transverso abdominal, sob o qual foi posicionado um retalho da membrana conservada, que envolveu completamente o cólon descendente. Com a aplicação de dois clipes que uniram as bordas do pericárdio e com a sua fixação às camadas serosa e muscular do cólon, promoveu-se a aproximação do órgão à parede abdominal. Vinte e oito dias após, por ocasião do exame laparoscópico, verificou-se que todos os pacientes do grupo da celiotomia mantiveram a aderência do cólon, situação que não foi observada nos animais submetidos à cirurgia laparoscópica. Conclui-se que a técnica proposta não possibilita colopexia permanente, sendo contra-indicada para cães.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352007000500017&lng=pt&nrm=iso
BRUN, MV, GUIMARÃES, LD, BARCELLOS, HHA, GUIZZO JÚNIOR, N, PEREIRA, RA. Colopexia laparoscópica com retalho de tela de polipropileno em cães. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., Fev 2007, vol.59, no.1, p.119-126. ISSN 0102-0935.
Resumo: Avaliou-se uma nova técnica de colopexia laparoscópica, sem necessidade de suturas intracorpóreas em cães, utilizando a implantação de segmento de tela de polipropileno em 11 animais. As superfícies serosas do cólon descendente e parede muscular foram mantidas em contato com o implante posicionado por meio de lesão produzida no mesocólon e sob o retalho bipediculado de músculo transverso abdominal. As extremidades da tela foram unidas com a aplicação de clipe de titânio. Os procedimentos duraram 36,00±13,15min, sem a ocorrência de complicações. No período pós-operatório, foi verificada a manutenção da colopexia em sete animais, a formação de fixação parcial entre o intestino e a parede em três cães, e a não formação de aderências do cólon em um paciente. Conclui-se que o procedimento proposto é viável para cães, porém necessita de ajustes técnicos.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352007000100020&lng=pt&nrm=iso
BARCELLOS, HHA, OLIVEIRA, ST, ALVES, LP, MOTTA, AC, ROCHA, FR, BRUN, MV. Intoxicação por enrofloxacina em um cão da raça Pinscher Miniatura: relato de caso. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., Fev 2006, vol.58, no.1, p.39-43. ISSN 0102-0935.
Resumo: Uma cadela da raça Pinscher Miniatura foi medicada pelo proprietário com enrofloxacina, na dose de 50mg/kg, uma vez ao dia, por dois dias (dose diária 10 vezes maior que a prescrita). Ao exame clínico o animal apresentou-se deprimido, em cifose lombar, hipotérmico, com mucosas pálidas, dispnéia, sialorréia, vômitos e anúria, evoluindo para parada respiratória, convulsões e coma. Foi realizado tratamento sintomático. O fluxo urinário retornou ao normal em 12 horas e as convulsões foram controladas, mas o animal permaneceu em coma, morrendo 72 horas após o início do tratamento. A necropsia e o histopatológico confirmaram insuficiência renal e hepática agudas, e choque hipovolêmico, compatível com intoxicação por enrofloxacina.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352006000100007&lng=pt&nrm=iso
BECK, CEC, PIPPI, NL, BRUN, MV, CONTESINI, EA, CUNHA, AF, STEDILEV, R, BONFADA, AT, SILVA FILHO, APF, VIEIRA JÚNIOR, ARP, SILVA, TF, BORDIN, AI. Laparoscopia nas hérnias diafragmáticas: estudo experimental em cães. Cienc. Rural, Dez 2004, vol.34, no.6, p.1849-1855. ISSN 0103-8478.
Resumo: A hérnia diafragmática traumática é a forma mais comum entre as hérnias diafragmáticas em cães e gatos e, por tratar-se de uma alteração anatômica, a terapêutica indicada é a sua correção cirúrgica. O presente estudo se propôs a avaliar a cirurgia videolaparoscópica no diagnóstico e tratamento dessa afecção em cães. Na primeira etapa do experimento, os animais foram submetidos à produção de um modelo de hérnia diafragmática. Após o período de uma semana, os cães foram submetidos à segunda etapa experimental por meio do acesso laparoscópico, tendo como finalidade o diagnóstico e a terapêutica cirúrgica. O acesso laparoscópico mostrou-se eficaz tanto na identificação das rupturas e dos deslocamentos como na correção cirúrgica de reposição visceral e rafia diafragmática nos oito cães do experimento.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782004000600028&lng=pt&nrm=iso
BECK, CAC, PIPPI, NP, BRUN, MV, CONTESINI, EA, CUNHA, AF, STEDILE, R, BONFADA, AT, SILVA FILHO, APF, GOMES, K, COLOMÉ, LM. Toracoscopia nas hérnias diafragmáticas: estudo experimental em cães. Cienc. Rural, Dez 2004, vol.34, no.6, p.1857-1863. ISSN 0103-8478.
Resumo: Na classificação das hérnias diafragmáticas, a traumática é a forma mais prevalente em cães e gatos. A alteração, que se caracteriza por uma alteração anatômica, tem na correção cirúrgica, o tratamento recomendado. O presente estudo se propôs a avaliar a cirurgia videotoracoscópica no diagnóstico e tratamento de hérnias diafragmáticas em cães. Na primeira etapa do experimento, oito animais foram submetidos à produção de um modelo de hérnia diafragmática por meio do acesso laparoscópico. Após o período de uma semana, os cães foram submetidos à segunda etapa experimental através do acesso toracoscópico, tendo como finalidade o diagnóstico e a terapêutica cirúrgica. O acesso toracoscópico mostrou-se eficaz tanto no caráter diagnóstico das rupturas e dos deslocamentos, como na correção cirúrgica de reposição visceral e rafia diafragmática.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782004000600029&lng=pt&nrm=iso
BRUN, MV, PIPPI, NL, BECK, CAC, CONTESINI, EA, PEREIRA, RA, STEDILE, R, BONFADA, AT, BORDIN, AI, SILVA, TF, COLUMÉ, LM, GOMES, K, VIEIRA JUNIOR, ARP. Avaliação de dois diferentes fios de sutura para colopexia incisional laparoscopia em cães: estudo experimental. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci., Jun 2004, vol.41, no.3, p.154-161. ISSN 1413-9596.
Resumo: Com o objetivo de descrever técnica laparoscópica para a realização de colopexia em cães, comparando os resultados de dois distintos fios de sutura, os autores utilizaram 10 animais separados em dois grupos de igual número (GV e GP). Nos do GV, a colopexia foi realizada com fio de poliglactina 910 3-0, enquanto no GP empregou-se polipropileno de igual espessura. Para o procedimento, os caninos foram posicionados em decúbito dorsal e submetidos a pneumoperitônio com CO2 na pressão de 12mmHg. Foram introduzidos quatro trocartes, dois de 5mm e dois de 10mm, nas regiões umbilical, lateral direita e esquerda. O cólon descendente foi apreendido com pinça Babcock e submetido a incisão seromuscular de 2,5cm na superfície antimesentérica. Procedeu-se a incisão semelhante no músculo transverso abdominal, paralelamente à linha alba. As margens correspondentes das feridas do intestino e da musculatura abdominal foram aposicionadas com suturas contínuas simples. No 14º dia pós-operatório, os caninos foram submetidos a laparoscopia para as avaliações da cavidade peritoneal e das aderências produzidas, bem como para as coletas de biópsias. Constatou-se permanência da colopexia em todos os animais e a fixação do omento na região da sutura em 60% e 100% dos representantes do GV e do GP, respectivamente. Ambos os fios demonstraram adequabilidade, contudo, a sutura foi realizada mais facilmente com a poliglactina 910, graças à sua menor "memória". Na histologia, observou-se que a deposição de tecido conjuntivo foi semelhante entre os grupos, sendo que em todos os casos o colágeno apresentava-se maturo. Pode-se concluir que a técnica laparoscópica proposta é adequada para a realização de colopexias em cães.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-95962004000300002&lng=pt&nrm=iso
BRUN, MV, PIPPI, NL, BECK, CAC, CONTESINI, EA, PEREIRA, RA, STEDILE, R, BONFADA, AT, COLUMÉI, LM, GOMES, K, VIEIRA JUNIOR, ARP, SILVA, TF. Colopexia incisional por celiotomia ou transparietal auxiliada por laparoscopia em cães. Cienc. Rural, Jun 2004, vol.34, no.3, p.829-837. ISSN 0103-8478.
Resumo: Com a finalidade de desenvolver a técnica de colopexia transparietal auxiliada por laparoscopia e comparar seus resultados com os da incisional por celiotomia, foram utilizados 24 cães separados em dois grupos, denominados GA e GL. No GA, constituído de oito animais, foram realizadas colopexias incisionais por celiotomia. No GL, realizaram-se colopexias transparietais auxiliadas por laparoscopia. Os cães do GL foram separados em quatro subgrupos (S1, S2, S3, S4) com quatro animais cada, sendo utilizado um material diferente para o apoio externo das suturas para cada subgrupo, a citar: equipo de infusão (S1), disco plástico a partir de frasco de Solução de NaCl (S2), disco confeccionado em borracha de câmara de pneu (S3) e disco construído com tubo de silicone (S4). Aos 14 e aos 28 dias de pós-operatório, realizaram-se novos procedimentos laparoscópicos para avaliação das colopexias e coleta das biópsias. O tempo necessário para a realização das cirurgias foi significativamente maior no GL (p=0,02). Em sete cães do GA, constatou-se a manutenção da colopexia, sendo que todos apresentavam aderência do omento na região da sutura abdominal. Já em três animais do GL, todos do S4, as colopexias não foram mantidas. Na totalidade dos cães desse grupo, foram observadas dermatites e/ou celulites, sendo os melhores resultados obtidos no S3. As principais observações nos exames histológicos aos 14 dias nos animais do GL se referem a maior deposição de tecido conjuntivo no local de aderência do cólon e infiltração deste na musculatura esquelética associada. Já aos 28 dias, não se constataram diferenças entre os grupos. Em ambas as situações, as fibras de colágeno apresentavam-se maturas. Conclui-se que a técnica auxiliada por laparoscopia é viável, contudo, está associada à ocorrência de lesões teciduais no local de contato com os materiais de apoio para a sutura. Entre estes, o disco de borracha é o que demonstra melhores resultados.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782004000300027&lng=pt&nrm=iso
BRUN, MV, PIPPI, NL, BECK, CAC, CONTESINI, EA, CHAVES, E, PEREIRA, RA, STEDILE, R, GOMES, K, SCHETTINI, BR, ROCHA, F, BONFADA, AT, COLUMÉ, LM, VIEIRA JUNIOR, ARP. Resistência à tração de colopexias incisionais realizadas por cirurgia laparoscópica ou celiotomia em cães. Cienc. Rural, Jun 2004, vol.34, no.3, p.839-845. ISSN 0103-8478.
Resumo: No presente estudo, procurou-se avaliar e comparar as características histológicas e as resistências à tração de colopexias incisionais realizadas por cirurgia laparoscópica ou por celiotomia. Foram utilizados 15 cães separados em dois grupos, sendo que no GL, com oito animais, promoveram-se aderências do cólon por cirurgia laparoscópica e, no GA, por celiotomia. Os procedimentos laparoscópicos foram realizados por meio de quatro trocartes dispostos nas regiões umbilical, lateral direita e lateral esquerda, com os cães posicionados em decúbito dorsal. As lesões incisas produzidas no cólon descendente e na parede abdominal foram aposicionadas em duas camadas de sutura intracorpórea. Realizou-se sutura do cólon de forma semelhante nos representantes do GA. Quatorze dias após as cirurgias, os cães foram submetidos à eutanásia para a coleta de segmentos da parede abdominal e do cólon descendente, utilizados nos testes de resistência e nas análises histológicas. Houve diferença significativa entre os grupos no que se refere ao tempo operatório e de fixação do cólon, sendo tais valores maiores no GL (p<0,0001). As resistências máximas à tração foram estatisticamente semelhantes entre os grupos (p=0,65), verificando-se forças de ruptura de 43,68±16,45N e 39,70±15,15N para o GL e o GA, respectivamente. Os achados histológicos foram semelhantes entre o GL e o GA, sendo que, em todos os casos, as fibras de colágeno depositadas apresentavam-se maturas. A técnica de colopexia incisional laparoscópica possibilita aderências cirúrgicas semelhantes às obtidas por meio do método convencional, podendo ser utilizada como alternativa.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782004000300028&lng=pt&nrm=iso
BECK, CAC, PIPPI, NL, BRUN, MV, LEME, MC, CONTESINI, EA, STEDILE, R. Criptorquidectomia em coelhos: modelo experimental para tratamento laparoscópico. Cienc. Rural, Abr 2003, vol.33, no.2, p.331-337. ISSN 0103-8478.
Resumo: O criptorquidismo é considerado a afecção testicular congênita mais freqüente nos animais domésticos, tendo como indicação terapêutica a exérese testicular. No presente estudo, os autores desenvolveram um modelo de criptorquidismo unilateral em coelhos com o objetivo de testar sua viabilidade para o treinamento laparoscópico diagnóstico e cirúrgico, que permitisse extrapolar seus resultados para as pequenas espécies domésticas. A preparação do modelo foi de fácil execução e viabilizou de maneira satisfatória o treinamento laparoscópico, simulando a situação clínica encontrada nos pequenos animais.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782003000200023&lng=pt&nrm=iso
LEME, MC, NATALINI, CC, BECK, CAC, BRUN, MV, CONTESINI, EA, LIMA, SDA, STEDILE, R. Pneumoperitônio com dióxido de carbono associado a três posições para laparoscopia em cães. Cienc. Rural, Abr 2002, vol.32, no.2, p.281-287. ISSN 0103-8478.
Resumo: Doze cães foram submetidos ao pneumoperitônio com dióxido de carbono, em pressão constante de 15mmHg, e posicionados em Trendelenburg, Trendelenburg reverso e decúbito horizontal. As variáveis de saturação de oxigênio na hemoglobina, freqüência cardíaca, freqüência respiratória, pressão arterial média, sistólica e diastólica, o pH, a pressão parcial de CO2 e a pressão parcial de O2 foram mensurados. Somente a freqüência cardíaca, a freqüência respiratória, o pH e a pressão parcial de CO2 apresentaram diferença estatisticamente significativa em relação ao tempo.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782002000200016&lng=pt&nrm=iso
BRUN, MV, SILVA FILHO, APF, BECK, CAC, MARIANO, MB, MELLO, JRB. Ovário-histerectomia em caninos por cirurgia laparoscópica. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci., Dez 2000, vol.37, no.6, p.0-0. ISSN 1413-9596.
Resumo: Neste estudo, foram realizadas ovário-histerectomias laparoscópicas em 24 caninos. Os procedimentos cirúrgicos foram realizados sob anestesia geral, com os animais em decúbito dorsal. A cavidade abdominal foi puncionada com a agulha de Veress e foi insuflada com CO2. Os animais foram então colocados em posição de Trendelenburg, e quatro trocartes foram introduzidos em diferentes regiões da parede abdominal. Após a identificação do útero, os vasos uterinos foram isolados e ligados com dois clipes de titânio. O corpo do útero foi seccionado cranialmente à cérvix. A bursa ovariana foi exposta, e o ligamento suspensor foi apreendido com uma pinça. Procedeu-se à aplicação de um clipe neste ligamento previamente a sua secção. O complexo arteriovenoso ovariano foi ligado com um clipe e depois foi seccionado em conjunto com o mesovário. O ligamento redondo e o mesométrio foram seccionados com tesoura e cauterização monopolar. O útero e ambos os ovários foram retirados em bloco da cavidade por uma das incisões existentes. A principal complicação transoperatória foi a ocorrência de hemorragia, que ocasionou um óbito e uma conversão para cirurgia aberta. Na maioria dos animais, esta complicação foi adequadamente controlada pela aplicação de clipes e/ou utilização de cauterização monopolar. A realização de ovário-histerectomia em caninos por cirurgia laparoscópica demonstrou ser viável, e a técnica descrita para este procedimento mostrou-se adequada.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-95962000000600011&lng=pt&nrm=iso
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